O que é kitting e como essa ferramenta otimiza a montagem do seu armazém?

Modificado em: 29/05/2025
A nova dinâmica competitiva obriga as indústrias a adotarem novas estratégias administrativas e gerenciais. Os objetivos são claros: crescer frente à concorrência e promover um atendimento ao cliente com qualidade e agilidade. Dentro deste cenário, a ferramenta chamada kitting se mostra crucial.

O que é kitting?

A busca por maior competitividade fez com que as empresas voltassem seus estudos para a filosofia da produção enxuta. Assim, conseguem reduzir custos e desperdícios, aumentando a produção dos seus times.
No entanto, a indústria precisa encarar outro desafio: a personalização. Os clientes buscam por produtos e serviços que conversam diretamente com suas necessidades e já não aceitam mais soluções genéricas. Do ponto de vista operacional, essa tendência agrega valor ao produto, o que causa uma grande diversificação na linha de montagem.
É dentro deste cenário que surge a ferramenta kitting. Em linhas gerais, é a ação de reunir os itens que compõem um pedido e agrupá-los em um pacote. Esse kit, por sua vez, é entregue nas linhas de montagem para concluir a preparação do pedido.
Todo esse processo acontece com antecedência, para evitar a interrupção no fornecimento dos produtos. O kitting é muito utilizado na montagem de pedidos iguais ou muito semelhantes — produtos de skin care ou maquiagem, brinquedos, autopeças, entre outros. Assim, garante uma personalização ao mesmo tempo que otimiza a ordem e os processos.

Benefícios do kitting

Esse método de trabalho traz uma série de vantagens e a principal é fornecer aos operadores todos os materiais essenciais para a realização do trabalho. Assim, resulta em maior agilidade e economia de custos.
Outras vantagens incluem:
• Economia de espaço na fabricação e montagem;
• Melhor controle sobre o trabalho em processo nas estações;
• Aumento da flexibilidade da linha de montagem, uma vez que a passagem do produto é realizada com facilidade;
• Melhor controle de chão de fábrica;
• Aumento na qualidade do produto, pois é possível ter maior controle dela no início da cadeia de valor.
No entanto, o kitting pode representar um desafio para as empresas. Os negócios que buscam seu benefício precisam destinar tempo e recursos do armazém para uma necessidade nem sempre evidente. Uma vez que essa “barreira” é superada, o método traz grande valor para a linha de produção.

Onde aplicar o kitting 

Outra dúvida bastante comum é sobre a aplicação do kitting. De acordo com especialistas, esse processo pode ocorrer em uma área de picking central ou em áreas descentralizadas, mas próximas aos postos de trabalho. Se viável, esses “pacotes” podem até ser montados fora do local da fábrica, por terceiros.
Não há escolha certa, pois cada uma tem suas vantagens e limitações. Ter um repositório central de picking permite a produção de muitos kits em uma mesma área — porém, pode provocar a falta de comunicação.
Por outro lado, ter uma loja de picking central prevê a possibilidade de integrar a área de montagem de kits com os estoques principais. Isso reduz o manuseio desnecessário de materiais, mas exige um espaço que muitas indústrias não têm.
Seja como for, o kitting é uma ferramenta que está ganhando bastante espaço nos armazéns. Ela traz conceitos da teoria Just In Time e proporciona um ambiente sem desperdícios e com maior produtividade. Tais características são impulsionadas em um armazém automatizado, então clique aqui e veja se está na hora de investir em um para a sua empresa.
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