design inteligente para armazenagem

07/06/2011

Caixas e contenedores plásticos: mercado conta com várias opções

Estes produtos participam e contribuem significativamente nos resultados da logística, conforme apontam os entrevistados, que indicam, ainda, as novas aplicações - considerando que a busca por melhorias e redução de custos é constante - e como escolher.

Mensurar o mercado de caixas e contenedores plásticos não é uma coisa muito simples, devido à sua grandeza e variedade de empresas e aplicações.

"Se pensar em logística, o assunto fica ainda mais abrangente, uma vez que eles participam e contribuem significativamente nos resultados. Quesitos como segurança e logística reversa são amplamente discutidos e sempre revisados, já que a tendência é de as empresas buscarem otimizar suas produção e aumentarem suas vendas, enquanto que, para nós, é sempre oferecer a melhor opção no atendimento."

É Alexandre M. de Oliveira, gerente nacional de vendas e marketing da Myers do Brasil (Fone: 19 3847.9999), quem inicia esta matéria especial, agora sobre caixas e contenedores plásticos, falando sobre este mercado, de uma forma geral.

O seu pensamento é complementado pelo de Ivan Riado, diretor comercial da Marfinite Tecnologia e Design (Fone: 11 4646.8600). Segundo este, embalagens retornáveis bem planejadas e desenhadas podem adicionar um valor considerável à gestão da cadeia de suprimentos, bem como otimizar o armazenamento e o fluxo de materiais.

"O uso de embalagens plásticas retornáveis é a combinação de elementos e/ou recursos que objetiva economias de escala que resultam numa melhoria dos processos, reduzindo custos e investimentos. Portanto, o uso de embalagens plásticas tende a crescer sempre, pois só contribui para melhorar a eficiência da cadeia de suprimentos, reduzindo custos de logística e fazendo com que os produtos fiquem armazenados e sejam transportados em condições adequadas", aponta Riado.

Novas aplicações

E ele continua, ressaltando que sempre haverá novas aplicações e novos desenvolvimentos, pois, baseando-se na questão acima, a busca por melhorias e redução de custos é constante. Como grande parte dos negócios passou por uma grande retração na década passada e, adicionalmente, os custos associados às leis ambientais cresceram substancialmente e afetaram a lucratividade do setor, as indústrias agora estão se recuperando de um período de lento crescimento e pequenas margens de lucratividade e, depois de grandes reduções em diversas áreas, descobriu-se há muito tempo que a boa logística é fundamental, destaca o diretor comercial da Marfinite.

Também falando em novas aplicações para as caixas e os contenedores plásticos, Oliveira, da Myers do Brasil, aponta que, com certeza, ainda há muitos segmentos a serem explorados e trabalhados: o mercado industrial ainda hoje é o mais bem servido em matéria de embalagens e alguns outros começam a perceber as necessidades e os benefícios, porém a velocidade ainda não é grande, uma vez que se necessita estudar toda a cadeia, as suas áreas envolvidas, os profissionais que precisam avaliar e testar e, para muitas aplicações, estas embalagens podem significar investimentos e ativos fixos, ou seja, dependendo do segmento, este ciclo pode levar mais tempo.

"Sempre surgem novas demandas e formas de uso nos segmentos industriais, principalmente por produtos que tenham rastreabilidade, reduzam os custos e eliminem os resíduos sólidos em toda a cadeia por meio da logística reversa - tema crescente, juntamente com a conscientização ambiental, importância da reciclagem e o fluxo inverso de produtos e materiais", completa Eduardo Marinho, gerente da Unidade de Negócios de Logística da Unipac (Fone: 11 4166.4260).

Escolha

No tópico referente ao que considerar na escolha destes produtos, Riado, da Marfinite, aponta melhor acondicionamento, melhor otimização de espaço físico e, principalmente, melhor otimização de transporte e retorno.

"Deve-se considerar o ganho em toda a cadeia, ou achar a forma de encontrar a rentabilidade esperada. Por exemplo, uma empresa que tenha seu indicador medido no volume de produção e uma embalagem plástica, sem dúvida precisará da análise em seus detalhes completos. Para alguns outros, a conformidade com a legislação vigente pode ser fator fundamental, assim como para outros a versatilidade, a otimização de espaço e o ganho na logística reversa também ajudam na sua escolha. O detalhe é que os ganhos não vêm de forma rápida, mas, sim, gradual", ensina Oliveira, da Myers do Brasil.

Por sua vez, Marinho, da Unipac, salienta que, além da redução de custos na cadeia logística, as embalagens plásticas favorecem o atendimento à norma sobre boas práticas de manuseio, armazenamento e transporte e às normas fitossanitárias vigentes.

"Outros benefícios das soluções de plástico são maior proteção ao produto transportado, redução do tempo de carregamento e descarregamento, agilidade, segurança e qualidade no movimento de cargas e no armazenamento, alta resistência a impactos e ao desgaste natural do tempo e, consequentemente, maior durabilidade, o que diminui a necessidade de reposição", completa Marinho.

Meio ambiente

Como já percebido, estes produtos têm uma grande relação com a preservação do meio ambiente.

"Objetivamente falando, e até mesmo como já disse em resposta anterior, o uso de embalagens mais resistentes, que é o caso aqui, impactam diretamente e beneficamente o meio ambiente, quando associadas a uma logística reversa. A vantagem da reciclagem e da vida útil da embalagem existe e é fato, porém, se não existir a logística reversa, o benefício ao meio ambiente passa a ser questionável. Infelizmente, o custo de transporte no Brasil, por vários fatores, como o lob de montadoras de caminhões, a terceirização de rodovias com cobrança de pedágios, os altos impostos sobre os modais existentes e o baixo investimento em modais mais ecologicamente corretos e mais baratos, faz com que o impacto seja menor positivamente."

Quem faz a relação caixas e contenedores plásticos x meio ambiente é Riado, da Marfinite. E é complementado por Oliveira, da Myers do Brasil: "hoje, o tema é de suma importância e cada vez mais irá se questionar a utilização da madeira e do papelão. Em relação à logística reversa, como os sistemas de transportes não funcionam como fora do Brasil, ainda as empresas têm de se preocupar com esse custo. Este cálculo ainda não é simples e nem comum para ser percebido, pois os custos envolvidos, dependendo do tamanho da empresa, estão fracionados, ou seja, os custos com acidentes de trabalho podem ser analisados no RH, enquanto que custos com perdas de produtos são analisados na área de qualidade, assim como alguns outros que podem influenciar e até mesmo auxiliar nas decisões."

Fonte: Portal LogWeb