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24/11/2009

Área de logística projeta consolidação no próximo ano

SÃO PAULO - O setor de logística, responsável por movimentar o equivalente a 12,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, e capaz de gerar uma receita na casa dos R$ 400 bilhões, começa a provar dos efeitos positivos da recuperação econômica, ao retomar ganhos e garantir investimentos. O cenário, aliado à aceleração da área de infraestrutura e ao pré-sal, desencadeará um novo ciclo de fusões e aquisições na cadeia de transportes e armazenagem do País, com a busca das empresas por complementar cada vez mais sua gama de serviços.

A consolidação das companhias que compõem o segmento de logística foi um movimento que se iniciou no ano de 2007, tendo estacionado durante a turbulência econômica. Agora, dizem especialistas, essa condição começa a se restabelecer, a exemplo da recente fusão de cinco empresas de transportes que deu origem à nacional Trafti e da compra do Expresso Araçatuba pela holandesa TNT.

"O setor de logística partirá para um ano de 2010 com fusões e aquisições de empresas. O País entrará em ebulição no quesito consolidação", previu Antonio Wrobleski, sócio da AWRO Participações, consultoria especializada neste mercado no País.

O executivo explicou que cerca de 95% do mercado de transportes são compostos por empresas de menor porte, com faturamento de até R$ 20 milhões, e que as grandes, se contadas, "não se põem em duas mãos", como disse. "Se você é uma empresa que fatura R$ 20 milhões não vai poder levar um projeto de R$ 40 milhões", colocou ele, sinalizando que a tendência à consolidação vai alterar o quadro.

Wrobleski também apontou que as companhias estão gerando mais receita e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), uma situação que leva à aplicação de recursos na própria empresa ou à busca de atuação em atuação em outros segmentos com compra de corporações menores. "Já podemos ver várias empresas com resultados positivos, o que demonstra que o mercado vai crescer apesar de tantos gargalos", disse.

Um exemplo de companhia que registrou resultados positivos é a Tegma, que, mesmo tendo um grande fluxo de trabalho voltado ao setor automotivo, viu a receita do terceiro trimestre deste ano crescer 4,1%, e chegar aos cerca de R$ 299,3 milhões, na comparação com o ano anterior.

O sócio da AWRO Participações, que foi presidente da Ryder Logística e liderou o processo de fusão que deu origem à Trafti, explicou que o aquecimento econômico que chega com os investimentos na área de infraestrutura, o pré-sal e o avanço do segmento de fármacos devem alavancar o setor de logística.

"Algumas multinacionais estao bem atentas a esse mercado e não estranharemos se um grande nome da logística anunciar alguma compra até o início do ano que vem", previu Wrobleski.

Horizonte

Antônio Wrobleski segue confiante em que haverá aquecimento no próximo ano. Ele crê na tendência de que o PIB brasileiro deva crescer 5% em 2010, o que consequentemente pode ocasionar 15% de incremento no setor de logística. "Nossa área sempre cresce nesse patamar: três vezes o PIB do País", analisou.

O executivo vai ainda mais longe ao revelar que, em conversa com empresários do setor, pôde perceber uma preocupação com a disponibilidade de espaços para armazenagem e frota suficiente para dar conta da demanda neste fim de ano. "O mercado das classes C e D está muito atuante", colocou.

Em linha com a aceleração que vem se desenhando em torno do segmento de logística, Wrobleski crê que a situação pode mudar de tal forma que deve favorecer a indústria de caminhões. "O setor pode voltar a ter prazos de entrega de mais de 60 dias, como ocorria antes da crise", finalizou.

Expansão

Com a perspectiva de triplicar sua capacidade de movimentação de cargas na cabotagem (navegação costeira), a Log-In Logística Intermodal (Log-In), de cujo capital social a Vale detém 31,3%, vê a longo prazo a perspectiva de ampliar a gama de serviços, inclusive na ponta rodoviária, seguindo a tendência de consolidação no setor. "Temos interesse em três principais classes para o desenvolvimento do nosso negócio", afirmou Mauro Oliveira Dias, presidente da Log-In. Ele incluiu na lista de estudos de expansão o investimento em terminais de contêineres, em centros de distribuição intermodais e, como disse, "a companhia pode incluir em sua base empresas com potencial no modal rodoviário", contou.

Dias confirmou que a empresa deve manter o plano plurianual de investimentos de R$ 1,5 bilhão até 2013 ao salientar que os resultados da empresa vem melhorando gradativamente com a recuperação da economia.

Sobre o contrato de US$ 1 bilhão com a Alunorte, o executivo revelou que a operação está mantida e deve iniciar-se em janeiro de 2010, com a utilização de navios arrendados. A perspectiva é de que o primeiro navio que vai somar-se à nova frota, em construção pelo Estaleiro Ilha (Eisa), seja lançado no primeiro trimestre de 2010.

O setor de logística, responsável por um custo correspondente a 12,8% Produto Interno Bruto (PIB) e capaz de uma movimentação perto dos R$ 400 bilhões, começa a provar dos efeitos da recuperação econômica, cenário que desencadeará um novo ciclo de fusões e aquisições na cadeia de transportes e armazenagem do País, em que 95% das empresas são de menor porte.

"O setor de logística partirá forte para 2010 com fusões e aquisições. O País entrará em ebulição neste quesito", prevê Antonio Wrobleski, sócio da AWRO Participações. Ele aponta a que as companhias têm gerado mais receita e lucro este ano, situação que levará à aplicação destes recursos na própria empresa ou à compra de corporações menores. E lembra ainda a recente fusão de cinco empresas de transportes que originou a Trafti e a compra do Expresso Araçatuba pela holandesa TNT.

Com a perspectiva de triplicar sua capacidade de movimentação de cargas na navegação costeira, a Log-In Logística Intermodal, de cujo capital social a Vale detém 31,3%, vê a longo prazo a perspectiva de ampliar a gama de serviços. "Temos interesse em algumas classes desenvolver o nosso negócio", disse Mauro Oliveira Dias, presidente da Log-In, ao incluir na lista de possibilidades "empresas com potencial no rodoviário".

Fonte: http://www.dci.com.br